Caxias e Santa Maria vencem o JIRGS 2012 e garantem vaga Jogos Abertos Brasileiros

Meninas de Caxias do Sul./ Foto: Esportes na Serra

Caxias do Sul foi campeão da JIRGS 2012 pela categoria feminina. As garotas do Caxias jogaram a final contra Porto Alegre e venceram com um placar de 29 a 8. Com esse resultado Caxias do Sul irá defender o Rio Grande do Sul nos Jogos Abertos Brasileiros em 2013.

Pela categoria masculina o vencedor do JIRGS foi a Ulbra de Santa Maria. Os garotos jogaram a final no domingo contra o time representante de Porto Alegre, o placar ficou  por 28 a 23.

Representantes de Santa Maria./ Foto: Jorge Fernandes/Arquivo pessoal

 

Acampamento quer reunir atletas de todo o país para treinamento com treinador da seleção masculina

Com o objetivo de desenvolver e descobrir atletas de todo o Brasil, a Confederação Brasileira de Handebol irá realizar nos meses de fevereiro e março de 2013 um acampamento nacional com jogadores das categorias Juvenil (nascidos em 1994 e 1995) e Cadete (1996 e 1997), coordenado pelo técnico da seleção masculina, o espanhol Jordi Ribera. De 8 a 17 de fevereiro, o acampamento será para a categoria Cadete, e de 21 de fevereiro a 2 de março, será a vez da Juvenil.

O encontro será em Brumenau, Santa Catarina, e reunirá 120 jogadores. As Federações Estaduais devem indicar e inscrever os melhores jogadores masculinos de cada Estado para formar o grupo. Isso terá que ser feito por meio de um formulário que deverá ser preenchido e enviado à CBHb. Além dos indicados, o técnico já tem alguns jogadores que foram pré-selecionados durante os acampamentos regionais que tem realizado por diversas cidades. As Federações Estaduais já receberam uma carta da Confederação Brasileira, pedindo que indiquem os jogadores até o dia 23 de novembro. Caso o número ultrapasse o limite, será feita uma seleção, cujos nomes serão divulgados no dia 4 de dezembro.

Durante o acampamento, Ribera irá passar conhecimento e técnicas com o objetivo de desenvolver estes atletas, que no futuro podem fazer parte das seleções brasileiras. O treinador explica que “queremos passar um pouco do padrão de treinamento que é utilizado na seleção adulta e observar também estes atletas e seus biotipos para que possam ser aproveitados pela seleção no futuro”.

Antes do grande acampamento nacional, Jordi tem viajado pelo Brasil para promover atividades regionais, fazendo o mesmo tipo de trabalho com os jovens jogadores. Desde que retornou ao País para o comando da seleção masculina, em junho deste ano, o treinador já passou por Boa Vista (RR), Macapá (AP), Belém (PA), Teresina (PI), Aracaju (SE), Brasília (DF), Maringá (PR), Poços de Caldas (MG) e Rio Branco (AC). Até o fim do ano, ele ainda tem programadas visitas ao Rio de Janeiro (RJ) e a Cuiabá (MT).

Com informações do Time Brasil

 

Caxias recebe neste findi as finais do JIRGS 2012 – modalidade handebol

Time de Rosário do Sul depois de oito anos volta a JIRGS e disputa finais./ Foto: divulgação

Nos dias 16, 17 e 18 deste mês Caxias do Sul vai bombar com as finais dos Jogos Intermunicipais do Rio Grande do Sul 2012 (JIRGS), modalidade handebol. Participaria oito times no feminino, mas apenas quatro confirmarão a participação, os times são de Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul e Rosário do Sul. Já no masculino irão participar equipes de Caxias, Santa Maria, Santa Rosa, Pelotas, Uruguaiana e Porto Alegre.

O time feminino de Rosário do Sul voltou a disputar o JIRGS depois de oito anos afastado da competição. O auxiliar técnico da equipe, Leandro Silva, explicou que a equipe não participava das edições anteriores, pois “a secretária de esporte que não fazia nossa inscrição”.

Então se você estiver dando uma voltinha ali pela Serra Gaúcha aproveite para dar uma olhadinha nos jogos! 😉

‘Meu ídolo é o povo brasileiro’, revela Morten Soubak, em entrevista exclusiva!

Morten Soubak

Treinador da seleção feminina do Brasil, o dinamarquês Morten Soubak, deu uma nova cara ao estilo de jogo para o Handebol tupiniquim, que já começou a colher seus primeiros frutos perante o mundo. Eleito o segundo melhor técnico do planeta, o comandante de 48 anos, levou o país à conquistar feitos inéditos, como o quinto lugar nos Jogos de Londres, em 2012, e a mesma colocação no Mundial, em 2011, ambos com possibilidades de colocações ainda melhores, o que tem deixado todos os torcedores otimistas em relação ao futuro do nosso Handebol. A entrevista é de Fernando Guifer, da Federação Paulista de handebol.

 Você gesticula e grita bastante durante os treinos. Este “jeitão Morten” é assim também com a seleção?

Sim, este sou eu (risos). É meu estilo, é minha personalidade e como eu realmente trabalho, seja no masculino ou feminino. Eu me envolvo muito no trabalho e nos exercícios mesmo.

 Quais as principais diferenças entre trabalhar com atletas do masculino ou feminino?

Óbvio que existem diferenças. A primeira é fisicamente, são duas coisas totalmente diferentes (masculino e feminino). Mas falando do exercício em si, a meta de treinar bases ou defesas não muda. Então, não tem desculpas por ser masculino ou feminino ou idade, pra mim não tem diferença.

– A seleção feminina ganhou uma nova cara com você no comando. Está otimista com o futuro?

É claro que eu tenho uma expectativa de que o Handebol dentro do nosso próprio país venha a crescer e tem chances de crescer. Mas isso vai depender muito de todos nós que trabalhamos com Handebol em qualquer lugar do país. Então é um desafio para todos nós começar a fazer algo pela modalidade no lugar em que você mora. Por outro lado, eu acho que nós teremos outras dificuldades, pois a maioria que representa à seleção está na Europa, então não temos aquele espelho dentro do país. Acho importante também que tenhamos alguns que possam se tornar espelho no Brasil. .

Você sente falta do surgimento de ídolos, até para que nossas crianças tenham mais referências?

– Isso falta muito e talvez não só apenas em nosso Handebol, mas em outras modalidades. Mas eu acho que é importante para a molecada ter ídolos para olhar com respeito, como espelho, uma referência do futuro. Eu acho importante que eles estejam aqui no Brasil. Acho que este é um dos grandes desafios daqui pra frente.

– O que representa o Brasil pra você?

O Brasil representa muita coisa, porque eu acho de vez em quando que nasci no lugar errado e que me sinto brasileiro em vários sentidos. Sei que vou ser dinamarquês e não vou fugir disso, nem quero (risos), mas me sinto muito bem e admiro muito o povo brasileiro, aprendo muito com o povo brasileiro. Tenho um ídolo que é o povo brasileiro. Me identifico na maneira de como viver a vida, como ficar com amigos e como tratar as outras pessoas. Então acho que me identifiquei rápido e me adaptei muito rápido com o estilo e o jeito brasileiro. Me sinto muito bem e estou muito feliz no Brasil.

– O que mais te incomoda no Brasil?

Hoje, por exemplo, eu brinquei dando exercícios aqui no ginásio, falei que um brasileiro gasta cinco anos da vida ficando em filas, tudo aqui é fila. Tem uma burocracia pesada no Brasil. O trânsito incomoda também, mas acho que é uma questão do tamanho da cidade, pois no mundo inteiro tem muito trânsito, então isso pode incomodar em São Paulo ou no Rio de Janeiro, mas é igual em cidades da Alemanha, por exemplo.

– Qual visão política você tem do nosso pais, relacionando com a Dinamarca?

Sei que isso é totalmente diferente. Venho de um país que é do tamanho do Estado do RJ, tem um pouco menos de seis milhões de habitantes e a educação é totalmente diferente. Todos tem educação de graça, está tudo pago, não tem buraco nas ruas e a corrupção não tem comparação, pois aqui, todos os dias que abro o jornal, vejo que alguma coisa está errada. Então isso pra mim é muito diferente como o crime. Aqui não deixam crianças nas ruas porque não confiam, na Dinamarca vemos crianças com sete anos indo à escola de bicicleta. Então, a questão de segurança é totalmente diferente, sistema de educação é totalmente diferente, lá é tudo de graça e está tudo pago para estudar e aqui é o contrário.

Tem medo da violência no Brasil?

Não tenho medo, mas me preocupa pelo jeito em que está. Mas é uma responsabilidade minha e sua para melhorar a questão do crime.

– Qual o melhor lugar no Brasil?

Isso eu posso afirmar de maneira bem tranquila, a Bahia é o melhor lugar. O estado no geral, amo Porto Seguro, amo Salvador. A Bahia é o melhor lugar.

– Estamos agora no interior de SP (Mogi-Mirim), você gosta dessa tranquilidade ou é uma pessoa mais urbana?

Eu gosto, eu sou caipira mesmo, eu nasci lá no mato da Dinamarca e estou bem acostumado. Nasci entre porcos, cavalos e vacas, então eu sei bem o que é isso (risos).

– Quando não está trabalhando, o que gosta de fazer em São Paulo?

Gosto de fazer atividades com a família, como levar o filho em algum parque e brincar, é claro que eu gosto. E assistir ao futebol do São Paulo.

– Você é um são-paulino quase fanático e adora o futebol brasileiro. Fale sobre o surgimento dessa paixão.

O Futebol sempre foi meu esporte, não tem como tirar isso, e como disse: Estou em casa. Eu praticava, como muitos meninos na Dinamarca, vários esportes de infância, e o Futebol era um deles. Até falando de ídolos, onde eu nasci não teve Handebol muito forte, assim como outras modalidades, exceto o Futebol. Então, na minha cidade tinha um clube que jogou a liga de Futebol e foi fácil de gostar, pois foi a minha preferência, meus ídolos estavam lá, os jogadores da seleção e tudo mais. Sempre foi minha preferência, mas eu amava o Handebol e acabou sendo meu esporte. Na infância eu sempre acompanhei à seleção brasileira, não me ligava com clubes brasileiros morando na Dinamarca, mas a seleção em si, sempre amava e acompanhava. Acho que quem chorou mais na Copa da Espanha, em 82, foi eu.

A entrevista completa vocês podem ler no site da Federação Paulista de Handebol.