Diogo Hubner apaixonado pelo handebol desde criancinha

Diogo Hubner em partida pela Seleção/ Foto: arquivo do atelta

Diogo Hubner em partida pela Seleção/ Foto: arquivo do atelta

Se a Seleção Brasileira de Handebol tivesse álbum de figurinhas certamente o cromo do armador central Diogo Hubner, 31 anos, estaria lá. Presente em quase todos os jogos, Diogo é atleta da Seleção desde as bases. Em 2003 participou pela primeira vez da adulta. O atleta joga no Taubaté desde o início deste ano, antes atuou por 12 anos no Metodista/São Bernardo. Ele nos contou um pouco sobre sua história no handebol, como vê a evolução do esporte no Brasil, como faz para lidar com a saudade da família e também as suas metas como esportista. Leia a entrevista e conheça um pouco deste super-craque!

2 Minutos – Como decidiste virar jogador de handebol?

Diogo Hubner – Acho que desde o primeiro dia que treinei. Comecei com nove anos e foi paixão a primeira vista. Envolvi-me muito rapidamente com o esporte, e as coisas foram acontecendo.

2 Min – Como está sendo jogar no Taubaté?

Diogo – Acho que me adaptei bem ao novo clube e a nova rotina. Tenho uma relação muito boa com o clube que vem investindo e levando o handebol muito a sério. Um projeto que já tem alguns anos e que nos últimos dois ganhou muita força. Não é a toa que Taubaté é o atual bi campeão pan-americano e campeão da Liga Nacional.

Diogo/Foro:CBHB

Diogo/Foro:CBHB

2 Min – Como fazes para dar conta das agendas de atleta e de vida pessoal?

Diogo – É bem complicado. Hoje com o meu novo clube passo a semana toda em Taubaté e minha família fica em São Paulo (onde tenho minha residência). Quando não temos jogo vou para a casa aos finais de semana. Quando temos jogo minha família vai para lá acompanhar. É bem difícil ficar longe da minha esposa e da minha filha, mas foi a escolha que fizemos para as nossas vidas.

2 Min – Como é o pai Diogo, muito ciumento ou é mais tranquilo? Pega no pé quando o assunto é estudos ou deixa isso mais a cargo da Camila?

Diogo – Sou tranquilo acredito (risos). Acho que o meu ciúme é proporcional a idade dela. Ela vai ficando mais velha e meu ciúme só aumenta (risos). Quanto aos estudos, sempre que posso tento ajudar. Até o ano passado estava mais presente fisicamente, o que facilitava, agora a distância, minha esposa está assumindo esse papel com mais ênfase.

2 Min – Mudando um pouco o foco. Como está a preparação do Taubaté para o Super Globe?

Diogo – Estamos nos preparando muito intensamente. Tínhamos o objetivo de classificar para o Super Globe e conseguimos. Agora queremos fazer um bom papel no Mundial e quem sabe fazer história, com uma participação nas semifinais.

2 Min – Achas que essa falta de investimento nas categorias de base atinge drasticamente as nossas seleções?

Diogo – Acho que o problema é mais organizacional do que de investimento. Claro que investimento sempre é bem vindo, mas como vamos organizar e onde vamos colocar esse investimento é o que acredito que faz toda a diferença. Trabalhar a longo prazo é difícil, requer paciência e dedicação. A Alemanha no futebol deixou esse legado para o mundo, cabe a nós trazermos esse exemplo para a nossa realidade e colocar em prática adequando-o as nossas possibilidades.

2 Min – Que melhorias para o esporte acreditas que o Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol pode trazer?

Diogo – Muitas melhorias. Teremos uma “casa”. Muitos projetos poderão ser desenvolvidos nesse espaço físico, que acredito que pode ser um divisor de águas do nosso esporte.

2 Min – O próximo grande compromisso da Seleção é o Mundial, no inicio do ano que vem. O grupo já está se preparando para a competição?

Diogo – A Seleção iniciou sua preparação deste ciclo olímpico com a chegada do Jordi, em junho de 2012. A preparação específica para o Mundial ainda não se iniciou, porém a metodologia e o estilo de jogo implantados pelo Jordi vem evoluindo a cada convocação. O Mundial faz parte desse processo.

2 Min – Tens objetivo de um dia jogar em uma equipe de fora do País?

Diogo – Não posso dizer que não sonho mais com isso, mas sou bem pé no chão. Tenho 31 anos, uma filha e minha esposa. Teria que ser algo muito bem pensado e estruturado para eu mudar drasticamente de vida. Claro que atuar em ligas europeias é uma das maneiras de evoluir tecnicamente e ver o handebol de maneira profissional, é um sonho que tenho. Contudo, sei que hoje as minha possibilidades são pequenas, mas nunca digo nunca sem antes pensar bem.

2 Min – Qual a tua meta como atleta para os próximos anos?

Diogo – Tenho a meta de seguir com a Seleção até os Jogos Olímpicos, do Rio, tentando evoluir ao máximo e me aperfeiçoando. Para isso procuro me dedicar ao máximo no meu clube indo em busca dos objetivos propostos por este.

2 Min – O ano passado foi um dos convidados da TV Cocoricó e falou sobre o handebol. Como foi essa experiência?

Diogo – Foi bem legal. Falar sobre o handebol com um público mais novo foi bem interessante. Tentar instigar os pequenos a prática da atividade esportiva é sempre algo que devemos propor e ter em mente.

2 Min – Se pudesse dar uma dica aos jovens atletas, qual seria?

Diogo – Que nunca desistam dos seus sonhos. Tenho um lema que carrego comigo que acho que ilustra bem como sou como atleta: “Levante e vá treinar, por que se não vem alguém e treina no seu lugar”. Esse é o espírito que carrego comigo.

No vídeo o episódio da TV Cocoricó que o Diogo Hubner participou.

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