Atleta sírio carrega a Tocha Rio 2016 entre refugiados em Atenas

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Nesta terça-feira, 26 de abril, o atleta Ibrahim al-Hussein, nadador sírio, carregou a Tocha dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Campo de Refugiados de Atenas (GRE). O símbolo de esperança em meio a uma das maiores tragédias humanas da humanidade teve uma representação bela e uma recepção animada.

O encantamento das pessoas eram visível. Mesmo tão longes do Brasil e mais ainda de suas casas, era como se os Jogos estivesse ali, sendo realizados. E esta era a sensação não apenas de quem assistia, mas também em quem carregava a Pira Olímpica pelo percurso. Ibrahim al-Hussein confirmou a sensação em entrevista ao site Euro News. “Depois de 20 anos consegui concretizar o meu sonho. Sempre sonhei em competir nas Olimpíadas. E agora estou aqui e consegui mais do que isso. Tenho a honra de carregar a Tocha Olímpica. É o símbolo desta competição e a honra de todos os atletas”, disse.

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O atleta sírio de 27 anos chegou a Grécia em 2014 num barco de borracha. A guerra no país lhe levou muito mais que a carreira promissora, levou parte de uma perna e uma família que ficou para trás. Atualmente Ibraim usa uma prótese doada por um médico grego, sendo que se mantém no esporte. Nada três vezes por semana, treina basquete cinco dias, e trabalha num café.

Ibraim não é o único atleta refugiado na Grécia ou na Europa. Com a guerra civil que assola a Síria, assim como o Afeganistão, muitos atletas fogem, por serem alvos de assassinatos , principalmente por radicais que lutam contra seus governos e pelo Estado Islâmico. Infelizmente, nem todos conseguem escapar, como foi o caso do jogador da seleção afegã de handebol, Zubair Aziz, que morreu em janeiro em um naufrágio no Mar Mediterrâneo.

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Mesmo com tantos perigos as pessoas não desistem de buscar a felicidade. Mais de um milhão de refugiados e imigrandes chegaram à Europa em 2015, e cerca de 180 mil neste primeiro trimestre de 2016. A maior parte chega na Grécia e de lá embarca para outros países.

Ibraim é a representação disso. Com a Tocha na mão ele se sentiu realizado como atleta, feliz por se sentir em casa na Grécia e lembra que sempre devemos manter a chama da vida acessa e nunca deixar de olhar para frente.

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