MA Hand Club se prepara para começar a temporada 2017

MA Hand Club no Torneio de Getúlio Vargas/ Foto: Arquivo do time

MA Hand Club no Torneio de Getúlio Vargas/ Foto: Arquivo do time

A temporada 2017 começa e as equipes brasileiras começam a ser organizadas. É o caso do MA Hand Clube que na próxima semana retoma os trabalhos. Com a filosofia de desenvolver o handebol local e unir os amantes do esporte, tanto que no dia 21 de janeiro a equipe convida os que querem jogar unirem-se ao time. O clube feminino de Sapiranga, no Rio Grande do Sul, conversou conosco, através da vice-presidente da Associação Sapiranguense de Handebol, Rosiane Mello.

Dois Minutos – O que inspirou ou motivou a fundar o MA Hand Club?

Rosiane Mello – A equipe começou no final de 2014, quando realizamos o nosso primeiro encontro/treino “oficial”. Digo com toda certeza que a volta às quadras desse grupo foi motivada pelo amor ao handebol, já que todas que participam foram, em algum momento, parte das equipes que eram coordenadas pelo professor Claudio Augustin (Caio). Muitas amizades da época de categoria de base se mantiveram, a partir desse contato surgiu a ideia de fazer um “joguinho” para relembrar os velhos tempos. Resultado disso foi que em 2015 partimos para algo mais sério, criamos uma associação, começamos a jogar amistosos contra outras equipes e logo depois surgiu o primeiro campeonato. Neste ano que passou recebemos o convite para disputar o Campeonato Gaúcho e de lá para cá não paramos mais, sempre impulsionadas pelo amor ao handebol.

Dois Min -Qual a origem do nome?

Rosiane – O nome surgiu de uma brincadeira, afinal a maioria das nossas “atletas” tem dupla ou tripla jornada. É criança, marido, casa, trabalho, estudo… Um dia, após um treino a equipe estava conversando e alguém disse “só com Muito Amor pelo Handebol para conseguir voltar a jogar”. Foi então que surgiu o MA Hand Club (Muito Amor Handebol Clube).

Dois Min – Para vocês ser um time federado traz quais benefícios?

Rosiane – A possibilidade de participar do campeonato estadual foi nosso foco no ano passado, por esse motivo federamos o MA Hand Club/ASHand. Nem pensamos nos benefícios de ser uma equipe federada. Contudo, na segunda fase da competição, trouxemos a disputa dos jogos da nossa chave para Sapiranga. Tem coisa melhor que isso? Voltamos a jogar, jogamos um Gaúcho e ainda colocamos o Ginásio Nenezão, que já foi palco de muitos partidas da Liga Nacional, novamente no circuito de jogos oficiais da modalidade. Isso, sem dúvida, foi um “feito” muito grande para a nossa equipe e só se tornou possível a partir da nossa participação no Estadual.

Dois Min – Quais foram as principais conquistas do time?

Rosiane – Em 2015, nosso primeiro ano de competições, ainda sem técnico, participamos de dois torneios, um em Getúlio Vargas e outro em Viamão. Em ambos ficamos com o vice-campeonato. Já no ano passado, entramos no Campeonato Municipal de Porto Alegre, e deixamos a competição nas quartas de final após perder nos tiros de 7 metros para UFRGS. Também voltamos a Getúlio Vargas, desta vez com uma logística mais elaborada para pernoitar na cidade, pois são cinco horas e meia de viagem. O esforço valeu a pena e voltamos para casa com nosso primeiro troféu de campeãs.

Dois Min – No estatuto do time há como objetivos fortalecer o handebol, assim como socializar adolescentes e jovens através da prática esportiva. Atualmente, muito se fala sobre a iniciação esportiva e os benefícios sociais e de saúde que trazem. Para vocês essa promoção é importante por quê?

Rosiane – Aproximar os adolescentes e jovens do handebol e de outras práticas esportivas é uma das formas de evitar a ida destes indivíduos para criminalidade. Ocupar o tempo com atividades como o esporte, só traz benefícios para sociedade, para família deste aluno e para ele mesmo. Trabalhar num adolescente a disciplina, o comprometimento e o espírito participativo é uma excelente forma de ter ali um adulto com valores e perspectiva de vida voltada para o bem. Quem sabe não surge aqui uma futura atleta da seleção brasileira?

Dois Min – Quais os planos para esta temporada?

Rosiane – O primeiro e mais concreto plano é que vamos seguir treinando. Quem sabe buscar o bi-campeonato em Getúlio. Inclusive, fomos convidadas para disputar algumas competições no ano passado, mas foi impossível comparecer. Neste ano queremos levar o MA para novos torneios. Para isso, vamos buscar apoio do Legislativo e Executivo de Sapiranga para as viagens da equipe adulta e também para desenvolver um trabalho com alunos do município. O professor Carlos Wilhelms, responsável pelas categorias de base, está trabalhando para aprovar o projeto da criação de uma escolinha de handebol. Se concretizado, teremos duas ou três equipes de base do MA Hand Club.

Dois Min – Como a equipe está se preparando para a temporada 2017? Vocês já tem ideia dos campeonatos que competirão no ano ou esse planejamento será feito futuramente?

Rosiane – Ainda estamos em ritmo de férias. O adulto volta aos treinos na próxima semana. Primeiramente, voltaremos com os trabalhos aos sábados, das 13h30 às 15h30/16h no Ginásio Nenezão. No primeiro sábado será realizado uma avaliação por parte da fisioterapeuta Camila Sckünke com as atletas, através dele será desenvolvido um treino individual para prevenção de lesões.

Além disso, na primeira semana de fevereiro voltaremos com os treinos físicos na academia BioCenter. Nossa preparadora física Carol Cierakowski, realiza um acompanhamento semanal com o grupo, porém nem todas conseguem comparecer. Hoje, apenas seis atletas tem disponibilidade para realizar o treinamento na academia.

Os treinos de quadra no meio da semana só voltam em março, pois a quadra da quinta-feira é de uma escola que só volta a abrir no final de fevereiro.

Já para as competições, realizamos um estudo para definir pelo menos quatro ou cinco torneios nas quais nos faremos presentes. Por enquanto, não temos nada definido. Inclusive, para essa temporada devemos participar do Gaúcho também com duas categorias de base, no naipe feminino.

Dois Min – Vi na página de vocês que estão atrás de parceiros. Neste momento, com quantas empresas vocês contam e qual a importância de conseguir mais?

Rosiane – Perdemos alguns patrocinadores devido a crise econômica e a incerteza de como será 2017, por isso estamos em busca de novos apoiadores. Hoje, temos cinco empresas fechadas com a equipe para temporada e devemos fechar pelo menos mais três, só assim será viável nossa participação nas competições deste ano.

Dois Min – O elenco para a temporada já está completo ou ainda estão em busca de mais atletas?

Rosiane – Nosso elenco nunca está completo. Temos por regra desde o primeiro treino que se alguém quer jogar handebol, é só chegar. Se gostar da equipe e souber jogar direitinho, pronto! Já pode “assinar” contrato com o MA. Inclusive, quem quiser participar da equipe pode ir até o Nenezão no dia 21 de janeiro, às 13h30. Estaremos lá!

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