Seleções Brasileiras de Handebol de Praia em busca de alternativas para se manterem nas competições internacionais

Brasil e Espanha nos Jogos Mundiais Doha 2019. Foto: Miriam Jeske/COB

As maiores campeãs mundiais no Handebol de Praia, as Seleções Brasileiras estão em busca de alternativas (de novo) para se manterem nas competições internacionais. A equipe feminina tem três títulos mundiais, a masculina tem cinco títulos, ambas possuem três ouros no Word Games. São as maiores, também, campeãs continentais, estão no topo da lista da IHF. No entanto, tantos títulos não garante ao Brasil uma estabilidade, os atletas precisam ralar muito para conseguirem se manter no esporte.

Em 2017, as Seleções não disputaram o Word Games, pois não tiveram verba para ir à Europa. Já as equipes juvenis, campeãs pan-americanas, estavam treinando para o Mundial da categoria quando souberam que não iriam disputar o campeonato. A não ida ao torneio tirou os brasileiros e brasileiras dos Jogos Olímpicos da Juventude.

Thiago Gusmão, presidente do Novo Beach Handebol Brasil (NBHb), e ex-atleta da Seleção, lembrou:

“Foram momentos muito complicados. A falta de recursos para a viagem ao World Games das seleções adultas e teve também a equipe sub-17 que não conseguiu ir aos Jogos Olímpicos da Juventude. Podemos dizer que ali foi o “embrião” do Novo Beach Handebol Brasil”, e completou: “conseguimos custear a viagem dos adultos com recursos próprios e outras ações. Mas em relação à seleção de base, que estava treinando e, com apenas três dias de antecedência, foi avisada que não viajaria, não tivemos como contornar o problema. Esse cancelamento só a CBHb pode explicar. Assim a ida do Brasil aos Jogos Olímpicos da Juventude em 2018 na Argentina ficou inviabilizada”.

Em 2018 outra luta. Os atletas novamente sem verba para competir, tiveram que fazer eventos e vaquinhas online para disputar o Mundial. Muitos pagaram a viajem, alimentação e hospedagem do próprio bolso, e as verbas arrecadas foram para pagar as dívidas. O esforço foi recompensado com o ouro no masculino e o bronze no feminino. Sobre como se prepararam, Gusmão destacou:

“Já estávamos calejados com os problemas do ano anterior. Por isso, quando chegou o comunicado da falta de recursos para a nossa viagem, nós já tínhamos feito uma movimentação prévia através de parceiros, patrocinadores e um pouco de recursos próprios. Como atleta vivenciei esses dois momentos que foram complicados, mas pontuais”.

Questionado pela Agência Brasil, Ricardo Luiz de Souza, conhecido como Ricardinho, então presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), respondeu:

“A CBHb auxiliou dentro das suas limitações. Tínhamos enviado as seleções para o Pan-Americano nos Estados Unidos, quando conseguimos as vagas para o Mundial. Tanto o Pan quanto o Mundial estavam contemplados no planejamento da Confederação para 2018, mas tivemos a não renovação do contrato de patrocínio com o Banco do Brasil de mais de R$ 15 milhões entre 2016 e 2018, e ficamos apenas com os recursos da Lei Agnelo Piva (que repassa 2% do valor arrecadado com as loteriais federais ao Comitê Olimpíco Brasil (COB) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Isso dificultou todas as ações planejadas para aquele período. Além de auxiliar diante dessa realidade, buscamos apoio com o COB (Comitê Olímpico do Brasil) e empresas privadas. Mas, pelo cenário à época, não conseguimos. Tínhamos também acabado de assumir a presidência da CBHb em meio a maior crise do Handebol. Porém demos toda a assistência possível naquele curtíssimo período de tempo que tivemos até o Mundial”.

Surge o Novo Beach Handebol Brasil

As dificuldades dos atletas que não conseguiam treinar para os campeonatos, a ameaça constante em ficar de fora dos campeonatos, acabou desgastando a relação entre os atletas e a CBHb. Thiago conta que

“refletimos sobre a necessidade de trabalharmos com mais força fora das quadras. Os atletas mais veteranos da seleção lideraram esse processo todo que culminou com a criação da NBHb em agosto de 2018. Nossa intenção sempre foi ajudar e andar em paralelo com a possível chancela da CBHb, por detectarmos que naquele período tínhamos visões diferentes da gestão da modalidade”

Pedro Budega, goleiro, completa:

“Muita gente queria que as coisas mudassem, que o esporte tivesse mais visibilidade. Precisávamos de pessoas correndo atrás das coisas do Beach Handebol. Dentro da Confederação, o nosso esporte sempre ficou um pouco de lado digamos assim. Mesmo com muitos títulos e mantendo o primeiro lugar no ranking, com finais em todas as competições, quando era necessário algum corte, era sempre o Beach Handebol que mais sofria. A gente sabe que as categorias de quadra também tinham problemas. Mas, a gente, por estar em um esporte que não é olímpico, acabava sempre sofrendo mais. Dificilmente recebemos alguma coisa. A gente se vira do jeito que dá. Muitas vezes, deixamos família, trabalho, às vezes ficando até sem renda. Eu não participei do processo de criação da NBHb, mas sei que a entidade surgiu com a ideia de ter uma administração mais profissional, algo no estilo do NBB. Ainda espero que a gente possa colher esses frutos”.

Sobre o trabalho desenvolvido pela NBHb, Gusmão contou que em 2018 a entidade atuou em conjunto com a Federação do Rio de Janeiro. No ano passado fecharam parceria com a CBHb, para a gestão compartilhada no Circuito Brasileiro e para o Sul-Americano.

“Entregamos um circuito com 100% de transmissão live streaming no Facebook da NBHb e da CBHb, com recursos de parceiros da nossa entidade. Auxiliamos diretamente a organização com o caderno de encargos, identidade visual e prestação de contas após cada uma das etapas mantendo sempre a transparência firmada com os clubes”, ressaltou.

Entretanto, para esse ano de 2020 não houve um acordo entre a NBHb e a CBHb. “Após o aval dos clubes, formulamos uma nova proposta de parceria para que tivéssemos a chancela da CBHB no Circuito. Mas, a Confederação nos informou que não daria a total gestão e a chancela para a gestão dessa temporada. E não foi possível manter a parceria. Para o futuro, seguimos trabalhando firme com a Federação do Rio de Janeiro para um torneio estadual e existe a possibilidade de uma competição open”.

Em julho do ano passado, ocorreu, em Maricá (RJ), a primeira edição do “Sul-Centro Americano de Beach Handebol”. Foi a estreia da NBHb à frente da organização de uma competição internacional. ” Foram sete países envolvidos. Transmissão das finais pela televisão com média de 70 mil pessoas assistindo aos jogos, um recorde para o nosso esporte, e mais de 102 mil pessoas alcançadas pelo nosso canal do Facebook, entre os dias 13 e 15 de julho. Além disso, saímos campeões no masculino e no feminino”, lembra Gusmão. O atleta Pedro Budega vai na mesma linha: “Foi algo que deu super certo. Público muito bom. Mostrando que tem muita gente que gosta do esporte no Rio de Janeiro e no Brasil”. E para fechar com chave de ouro o torneio teve dobradinha brasileira. As Seleções Feminina e Masculina levantaram as taças de campeões.

Mundial 2020 – É preciso aguardar

O Mundial 2020 seria em Pescada, de 30 de junho a 5 de julho, em Pescara (ITA, porém como foi visto aqui no Dois Minutos, em razão da Covid-2019 o torneio foi adiado. A nova sede não foi definida, entretanto deverá ser na região árabe da Ásia, pois de acordo com a Federação Internacional de Handebol (IHF), os países de regi~]ao receberão os Mundiais Juvenis e Juniores. A nova data também não foi definida.

Sobre isso, Budega pondera: “Sabemos que a Federação Internacional de Handebol gostaria de manter a competição para esse ano. Mas transferindo a competição da Europa para um país árabe, que tivesse condições de bancá-la, sem grandes investimentos de infraestrutura. Mas não temos certeza de nada ainda. Está tudo parado. Vamos aguardar”.

COB apoiou na fase de treinos

A legislação brasileira não permite que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) invista financeiramente em esportes e modalidades que não fazem pare do programa olímpico, como é o caso do Handebol de Praia. Porém a Agência Brasil, a entidade informou que através de recursos extraordinários colocou aproximadamente R$ 1,3 milhão nos dois naipes da modalidade e outros R$ 300 mil para a participação do país em Jogos Sul-Americanos. O gerente executivo de alto rendimento do COB, Sebastian Pereira, disse que:

“Em 2019, para os Jogos Sul-Americanos de Praia de Rosário na Argentina, e dos Jogos Mundiais de Praia de Doha, no Catar, o COB investiu em treinamentos preparatórios das seleções masculinas e femininas para os dois torneios. Como são competições nas quais o Comitê é responsável por organizar as delegações que representam o país, existe a possibilidade de fazer esses investimentos no ano de realização dos torneios”.

O goleiro Pedro reconheceu a ajuda do COB:

“Em 2017 e 2018, tirando o Pan-Americano de 2018, a gente praticamente não treinou. Fomos para as competições sem nenhuma fase de preparação. E, no ano passado, conseguimos treinar um pouco mais com essa verba do COB. Claro que teve a participação da Confederação para fazer o pedido da verba. E é bom registrar também que, antes de 2016, a gente tinha uma estrutura boa. Foram várias fases de treinamento, sempre com hospedagem e alimentação muito boas. Algo que não temos recebido mais da CBHb”.

*Texto Bruna Souza. Entrevistas de Juliano Justo, Agência Brasil.

Professor da IFPI assumirá o cargo de coordenador de Seleções de Base Masculina de Handebol de Praia

Luiz Carlos durante a Rio 2016. Foto: IFPI

O Presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz de Oliveira, designou Luiz Carlos Soares Santos, professor de educação física, para o cargo de coordenador das Seleções Brasileiras de Base Masculina de Handebol de Praia.

Santos é professor efetivo do Campus Teresina Central, do Instituto Federal do Piauí (IFPI), e coordenador do curso de Educação Física. Ele é especialista na área e mestre em educação física. Também atua árbitro de handebol da CBHb. Anteriormente já havia atuado como diretor técnico do handebol de areia da CBHb.

Sobre a sua convocação, o professor ressaltou:

“Esta vitória é nossa, da Educação Física do IFPI e do Piauí”.

Mayssa Pessoa lembra do inicio da carreira no Handebol de Praia, as conquistas no Indoor e o atual momento

Mayssa durante jogo pela Seleção. Foto: arquivo IHF

Mayssa Pessoa, campeã Mundial com a Seleção Brasileira em 2013, começou a carreira nas areias. Ela contou para o site da Federação Internacional de Handebol como foi o começo de carreira, como foi parar no handebol de areia, como foi parar no indoor e como está na carreira hoje.

Mayssa contou que começou a praticar handebol indoor, em João Pessoa (PB), com 10 anos, no Colégio Lourdinas, motivada pela professora e treinadora Rossana Marques. Foi Rossana que apresentou o handebol de praia para goleira, na época ela tinha 15 anos. Ela começou a jogar e, algum tempo depois, disputou um torneio regional da modalidade, foi quando a treinadora da Seleção Brasileira Feminina de Handebol de Praia, Claudia Monteiro, a viu e a convocou.

“A treinadora da seleção brasileira Claudia Monteiro veio nos assistir naquele torneio em Fortaleza e onde terminamos em terceiro. Ela sabia que havia esses jogadores novos e talentosos da nossa região e tinha ouvido falar de mim e do time. Ela me viu jogar, conversou comigo e com meu treinador Marques, e então recebi a ligação para a equipe nacional. Eu estava tão feliz. Chorei de felicidade e minha mãe e meu pai ficaram muito felizes por mim”, lembrou.

A goleira ainda lembra da época que jogou a Taça Kika:

“Acho que foi por volta de 2000 que joguei uma competição de praia pela primeira vez, a Taça Kika, que a técnica Marques realiza na minha cidade todos os anos. Joguei pelo time dela, vencemos e continuei sendo eleito o melhor goleiro todos os anos em que joguei. Ganhei muitas medalhas porque estava sempre jogando em uma categoria tão alta.”

Em 2004, aos 20 anos, ela foi convocada para o Mundial do Egito, o Brasil ficou em sexto, porém, a goleira conquistou a medalha de melhor da posição na eleição do All-Star Team.

“Apesar de termos terminado em sexto, foi uma experiência muito boa para todos nós e todos tivemos uma boa impressão sobre nossos próximos passos nas próximas competições. Sabíamos que o Brasil poderia crescer e ser o melhor time do futuro”, afirmou Pessoa, que completou:

“Fiquei muito feliz e orgulhoso quando ganhei o prêmio de melhor goleiro do mundo, nunca esquecerei quando o anunciaram; Eu já estava chorando, como meu treinador me disse um pouco antes da premiação que eu ia conseguir. Eu estava chorando como um bebê, mas foi uma sensação incrível. Logo após o Egito, no ano seguinte, o Brasil se tornou campeão mundial nos Jogos Mundiais na Alemanha, e eu ganhei o melhor goleiro do mundo novamente.”

Os Jogos Mundiais de Praia referido por Mayssa, foi realizado em 2005, na Alemanha. Era a segunda edição do evento e o handebol de praia era esporte demonstração.

“Lembro-me de tantas coisas da Alemanha, foi uma grande experiência na minha carreira e na minha vida. Jogamos contra tantas grandes equipes e vi tantos atletas e esportes juntos, foi incrível. Vencemos a Hungria na final quando lembro que chutei a última bola de dentro do meu gol para vencer o jogo. Chorei muito de felicidade e ainda é uma lembrança muito clara para mim”, contou emocionada.

“Foi como um mini-Jogos Olímpicos para os esportes que não estavam nos Jogos Olímpicos, mas alguns deles estão agora, e espero que o handebol de praia seja outro para adicionar a essa lista em breve”.

Mayssa foi naquele mesmo ano para Portugal, iniciando a sua carreira internacional.

“Foi por causa do handebol de praia que me mudei para Portugal para jogar indoor no Andebol Gil Eanes. O presidente do clube voou para João Pessoa para me ver e conversar com meu pai e minha mãe para me deixar ir jogar lá, então eu voei para Portugal em outubro de 2005”, disse.

Em maio de 2006, a goleira foi defender o Ermua, da Espanha, após chamar a atenção dos espanhóis. Porém, naquele ano não pode defender os arcos brasileiros no Mundial de Handebol de Areia, que aconteceu no Brasil. O clube não a liberou. Nessa edição, o Brasil conquistou o primeiro ouro.

Em 2008, ela defendia o espanhol Zaragoza, que a liberou para defender o Brasil no Mundial de Handebol de Praia, daquele ano, quando a equipe brasileira conquistou em Cádiz (ESP), o bronze.

“O problema era que eu não jogava ou treinava handebol na praia há dois anos e me machuquei no torneio, mas a vitória contra a Itália para conseguir o bronze foi incrível. Foi muito bom estar de volta à areia depois de um longo intervalo, no entanto, foi a última vez que joguei na areia, logo depois que terminei o Mundial, comecei a jogar pela seleção brasileira”, relatou.

No indoor, Mayssa conquistou o Mundial de 2013, realizado na Sérvia, com a Seleção Brasileira.Também conquistou com a equipe nacional ouro no Pan-Americano de 2013, além de outras conquistas com o Brasil. Pelos clubes que passou, conquistou diversos títulos, mas ela destaca o ouro da Champions League 2015/2016, na época defendia o CSM Bucareste.

Atualmente, a brasileira está no Rostov-Don, que disputará a Final Four da Champions League. A competição poderá ocorrer até o final do ano, em razão da Covid-19.

Perguntada se ela imaginava tudo que já conquistou, a goleira respondeu:

“Sim, eu imaginei porque sonhei com tudo o que aconteceu na minha carreira e lutei por isso. Eu tinha certeza das minhas habilidades e sabia que era possível fazê-lo, mas o handebol de praia realmente me ajudou a começar minha carreira profissional. Minha carreira é uma grande história, tantas coisas grandes aconteceram e estou muito orgulhosa de poder fazer meu nome no handebol mundial”.

Em setembro, Mayssa fará 36 anos, mas ela só pensa em se aposentar daqui uns dois anos ou três anos. “Como goleiro, você pode ter uma carreira mais longa que os outros jogadores. Talvez eu volte ao handebol de praia. A modalidade está crescendo em todo o mundo e tenho 100% de certeza de que é um esporte que terá muito sucesso quando se tornar parte dos Jogos Olímpicos, com sorte em 2024”, destacou.

“A Confederação Brasileira de Handebol tem muitos novos projetos planejados para o handebol de praia no futuro para garantir que possamos ver novos talentos e manter o Brasil no topo e eles querem que eu o ajude a crescer. Tenho certeza de que estarei envolvido com as equipes brasileiras de handebol de praia no futuro, seja jogando ou na equipe”, planeja.

Mayssa conta que o atual momento tem a preocupado, não apenas profissionalmente, mas também pessoalmente.

“Estes são tempos muito estranhos no momento. É muito difícil agora, para todos nós, em todo o mundo. Estou treinando em casa, como todos os jogadores. Estamos treinando on-line com nosso personal trainer, do Rostov-Don, todos os dias. Ele nos envia programas para acompanhar e treinamento em vídeo”, relatou, completando que:

“Minha família está toda no Brasil e minha irmã e mãe querem que eu fique aqui na Rússia, no momento, não há vôos de volta para casa, então precisamos esperar e ver o que vai acontecer. Eu falo com eles todos os dias pelo FaceTime. Minha irmã é pediatra, trabalhando em dois hospitais, um perto de sua casa e outro a mais de duas horas. Ela está bem, mas todos nos preocupamos porque ela não pode parar e, em minha cidade natal, como muitas outras partes do mundo, há muitas pessoas com coronavírus, ela é uma heroína e estou pensando em todos que trabalham em hospitais”.

Mesmo preocupada ela se mantém otimista: “Uma coisa que todos sabemos é que isso vai passar e tudo ficará bem no final”.

A goleira destacou que muitas pessoas a auxiliaram na carreira e nas suas conquistas:

“Eu tenho tantas pessoas para agradecer, tantas pessoas que me ajudaram e me fortaleceram quando eu estava lutando para ter uma grande carreira. Quero agradecer especialmente a todos os meus treinadores que tive ao longo da minha carreira; cada um tem sido muito importante em todo o processo”.

“Mas também há pessoas que não me ajudaram; que queriam atrapalhar minha carreira e que queriam me fazer desistir, mas por todas essas pessoas sou grata porque sem elas eu não chegaria onde estou hoje, isso me deu uma motivação maior para vencer na vida, e mostrar que eles estavam errados sobre mim”

Porém, na lista á um agradecimento muito importante:

“Quero agradecer especialmente à minha mãe, pai e irmã, que sempre me apoiaram, não importa o quê; eles sempre queriam que eu seguisse meus sonhos”.

Campeonatos Mundiais Femininos Juvenil e Júnior serão setembro e dezembro

O Brasil se classificou para o Mundial ao conquistar o Pan invicto / Foto: FAH

Os Campeonatos Mundiais Femininos Juvenil e Júnior foram adiados para setembro e dezembro, em razão da pandemia de Covid-19. As sedes serão mantidas as mesmas.

Originalmente o Mundial Juvenil seria nos dias 18 a 30 de agosto. Foi transferido para 29 de setembro a 11 de outubro. A Romênia receberá o campeonato.

O Mundial Júnior seria nos dias 1º a 13 de julho e foi adiado para os dias 2 a 13 de dezembro. A sede será a Croácia.

Mundial de Handebol de Praia não será mais na Itália e foi adiado para novas datas

A IHF garante que o Mundial será neste ano. Foto: banco de imagens

O Campeonato Mundial de Handebol de Praia 2020 Masculino e Feminino que estava marcado para os dias 30 de junho a 5 de julho desse ano, na Itália, foi adiado para uma nova data ainda não confirmada. A sede também foi alterada e local ainda está em definição.

Conforme divulgou a Federação Internacional de Handebol (IHF), os novos anfitriões e as datas serão decididas no devido tempo, já que é preciso que haja uma diminuição considerável na transmissão e números de doentes da Covid-19, a pandemia está sendo monitorada pelos especialistas da entidade. A IHF informou que está em contato com várias federações nacionais árabes para sediar o evento, pois será nessa região que será realizado o Mundial Juvenil e Júnior Femininos.

A IHF também garantiu que o Mundial será nesse ano. “Estes são tempos sem precedentes, mas estamos confiantes de que, trabalhando juntos, nosso esporte voltará mais unido e mais forte do que antes”, destacou-se.

Além do Mundial, nesse ano seria realizado a IHF Beach Handball Global Tour (IHF Handebol de Praia Tour Global, em português) na Polônia, Espanha, Alemanha e Tailândia foi adiado para 2021.

Daniel Gordo Ríos não é mais treinador da Seleção Brasileira Masculina

Daniel ficou no comando da Seleção entre novembro e abril. Foto: CBHb

Daniel Gordo Ríos não é mais treinador da Seleção Brasileira Masculina, conforme anunciou na quarta-feira, 8 de abril, o presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz de Oliveira. Em nota, o presidente diz que a confederação agradece ao Professor Daniel “pelo comprometimento, dedicação e empenho durante o período no qual esteve à frente da Seleção Brasileira Masculina de Handebol desejando ao mesmo sucesso em sua trajetória futura.”

Gordo Ríos estava no comando da Seleção desde 29 de novembro de 2019 e tinha contrato de 8 meses, que poderia ser prolongado caso o Brasil fosse disputar o Pré-Olímpico, o que se confirmou, e as Olimpíadas #Tokyo2020. Porém, como o torneio olímpico não será realizado em junho, como tinha anunciado a Federação Internacional de Handebol (IHF), houve o adiamento dos Jogos para 2021 e a paralisação das atividades esportivas nesse primeiro semestre de 2020, a entidade brasileira resolveu interromper o contrato com o espanhol, com três meses de antecedência.

Em cinco meses, Daniel teve uma fase de treinos com a Seleção entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. No primeiro mês do ano, esteve a frente da equipe nas disputas dos Jogos Sul-Americanos de Handebol, no qual o Brasil foi vice.

De acordo com o jornalista Demétrio Vecchioli, do blogue Olhar Olímpico, do UOL Esporte, o resultado no Sul-Americano não agradou, porém a postura do técnico incomodou os atletas, muitos o consideraram arrogante. Como o contrato com Ríos era temporário, a CBHb e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) chegaram a sondar Didier Dinart, campeão mundial com a França em 2017, porém o francês não aceitou o convite.

Agora, a CBHb irá novamente ao mercado procurar o substituto para o cargo de treinador da equipe masculina principal, já que em janeiro de 2021, a Seleção Brasileira já tem disputa marcada, o Mundial. Sendo assim, terá que passar por uma série de treinos preparatórios.

Pré-Olímpico sem data definida

Em razão da Covid-19, a IHF cancelou o Pré-Olímpico de Handebol que seria em junho. As novas datas ainda não foram determinadas, sendo mais provável que a competição aconteça no primeiro semestre de 2021, logo após o Mundial Masculino.

O chaveamento das seleções, masculinas e femininas, segue os mesmos e as cidades-sedes, por enquanto, seguem as mesmas.

Duenãs e Gordo Ríos falaram sobre o atual momento das Seleções Brasileiras

Jorge Dueñas, técnico da Seleção Brasileira Feminina. Foto: CBHb

Com o adiamento das competições de handebol no mundo todo, os atletas não estão em treinos técnicos e táticos, mas muitos seguem treinos físicos, como recomendação. A Confederação Brasileira de Handebol, através da assessoria de imprensa, conversou com os técnicos das Seleções Brasileiras Principal, indoor, Jorge Dueñas, da equipe feminina, e Daniel Gordo Ríos, da equipe masculina. Ambos moram na Espanha, um dos países europeus mais atingidos pela Covid-19. Para Duenãs e Ríos a prioridade agora é cuidar da saúde e passar por esse período dramático mundial e contribuir para a conteção da propagação do vírus.

O treinador da equipe masculina, Daniel, relatou que os clubes deverão planejar um período semelhante a pré-temporada, para que os atletas possam retornar ao ritmo de competições. Na Europa, a temporada 2019/2020 estava indo para a finalização, enquanto no Brasil a temporada 2020 estava iniciando antes da paralisação. O treinador contou que os atletas que integram ao time nacional, além de receberem os planos de treino de seus clubes, estão sendo acompanhados pelo fisioterapeuta Daniel dos Santos e pelo preparador físico Cláudio Machado, ambos da Seleção Brasileira, para possíveis necessidades extras.

“Acredito que os jogadores estão fazendo um trabalho em suas casas e estes trabalhos têm de valer para que, no menor tempo possível, possam retornar à competir. A intensidade dos trabalhos no retorno, vai depender de quanto tempo teremos antes da competição oficial. Se o período for curto, nosso treinamento não poderá ser muito intenso. Se o período for longo, assim como temos numa pré-temporada, acredito que o treinamentos serão muito intensos, tentando buscar a melhora física dos jogadores, mas sem esquecer dos aspectos técnicos e táticos”, comentou.

Para o técnico da equipe feminina, Jorge, é necessário ter cautela no retorno aos treinamentos.

“Embora as jogadoras continuem treinando em casa, é difícil saber qual será o nível físico no retorno à quadra. Elas perderão nível técnico-tático e o jogo com a bola. Suponho que precisarão de tempo para ajustar os trabalhos nos clubes, e então, poder ajustá-los com a Seleção. Gostaria de ter alguma atividade nos próximos meses, mas isso dependerá muito da situação da pandemia e das possibilidades de retorno à normalidade”, enfatizou Dueñas.

A Seleção Feminina tinha duas fases de treinos agendadas, mas ambas foram canceladas e adiadas para uma data futura, assim que a pandemia for controlada. A Seleção Masculina também teve treinos adiados, mas isso ainda está incerto, já que o Pré-Olímpico poderá ocorrer em junho, sem data prevista, de acordo com a a IHF. Porém, o torneio poderá ser cancelado, caso os números de avanço da Covid-19 não diminuam.

Word Games #Birmingham2021 será em 2022!

Logo do Word Games

Após a Confederação Olímpica Internacional (COI) anunciar as Olimpíadas #Tokyo2020 para o 2021, a Associação Internacional de Jogos Mundiais (IWGA) e Comitê Organizador de Birmingham (BOC) se reuniram rapidamente para decidir se o Word Games #Birmingham2021 aconteceria na data prevista, já que as duas competições seriam no mesmo mês, julho. Após conversas, nesta quinta-feira, 2 de abril, ficou decidido que o Word Games será em 2022.

Com a decisão da IWGA e da BOC, o Word Games seguirá em Birmingham (EUA), com as disputas ente 7 a 17 de julho de 2022.

“Manter as datas originais em julho de 2021 significaria excluir muitos atletas e oficiais envolvidos nas Olimpíadas e levaria a uma possível redução do interesse público e da mídia”, explicaram os responsáveis das duas entidades em nota.

Conforme a nota, as Federações Membros da IWGA apoiaram a decisão de adiar os Jogos #Birmingham2021. A decisão foi acordada com todas as federações e pelas entidades responsáveis pela Word Games através de uma reunião por videoconferência.

O Word Games é um evento poliesportivo, organizado a cada quatro anos pela IWGA, sob o patrocínio do COI. Acontece sempre um ano depois as Olimpíadas de Verão. Birmingham será a 11ª edição dos Jogos Mundiais e terá 600 atletas de mais de 30 esportes e 100 países, entre eles o handebol de praia.