A apresentação do handebol nas Olimpíadas de Berlim e um mundo a beira da 2ª GM

A estreia do handebol teve de placar apertadinho a goleada. Foto: IHF

O handebol é um esporte criado em 1919, na Alemanha, e desde então a ideia, através da sua popularização, era levar aos Jogos Olímpicos, assim a sua profissionalização poderia ser feita. E assim foi feito, em 1936, quando Berlim (ALE) recebeu os Jogos. O handebol foi apresentado, na época disputada em campo de futebol, com o Olympiastadion lotado. A sociedade, no entanto, vivia transformações, tecnologias foram testadas e o mundo estava a beira da 2ª Guerra Mundial.

Em 1931, o Comitê Olímpico Internacional (COI), em reunião em Barcelona (ESP), definiu a cidade alemã como a sede da 11ª edição das Olimpíadas. Estavam todos de acordo, a Alemanha era um país que inovava, com boa relação e desenvolvimento dos desportos. O que ninguém esperava era que dois anos depois, com a ascensão ao poder do Terceiro Reich, Adolf Hittler, os ânimos ficariam quentes e resquícios da 1ª Grande Guerra apareceriam.

O COI tentou tirar os Jogos da Alemanha, mas não conseguiu. A polêmica na época foi tão forte, que os norte-americanos tentaram organizar as pressas os Jogos Alternativos, em Barcelona. A competição era um movimento de boicote a Berlim, liderado por Jeremiah Mahoney, presidente da União Atlética Amadora dos Estados Unidos. Vários países apoiaram, entre eles França, Espanha, Reino Unido, Tchecoslováquia e Holanda. Porém o campeonato não pode acontecer devido à Guerra Civil Espanhola.

A revolta era em virtude das exclusões do boxeador Eric Seeling e do tenista Daniel Prenn das federações alemãs. Avery Brundage (1887 a 1975), presidente do Comitê Olímpico dos Estados Unidos (futuro presidente do COI) defendia que “Jogos Olímpicos pertencem aos atletas e não para os políticos”, sugerindo que os Jogos fossem transferidos para outro país. Entretanto, após uma viagem curta a Alemanha declarou que os judeus alemães estavam sendo bem tratados e que os Jogos deveriam acontecer como previsto. Além disso, o presidente assumiu uma particular responsabilidade, já que a deleção estadunidense era a mais numerosa dos Jogos.

Hitler prometeu que as Olimpíadas seriam sem racismo, acalmando os atletas revoltosos. O único país que manteve a postura de não ir a Berlim foi a Espanha. Contudo, dias antes de começar as disputas, os espanhóis mudaram de ideia e resolveram participar, principalmente por causa da Guerra Civil por qual passava o país.

Na época o que se falava era que a política de Hitler iria usar os Jogos Olímpicos como propaganda. Os nazistas não pouparam para fazer
dos Jogos de Berlim a melhor Olimpíada da história. As campanhas antissemitas, constates no país sumiram. O pedido da retirada das campanhas veio do Conde Henri de Baillet-Latour (1876 a 1942), presidente do COI, antes da abertura dos Jogos de Inverno. Os alemães aceitaram também incluir na delegação os atletas descendentes de judeus: Rudi Ball (1910 a 1975), do hóquei no gelo; Helene Mayer (19101 a 1953), da esgrima; e Gretel Bergmann, conhecida também por Margaret Bergmann-Lambert (1914-2017), do atletismo. Antes dos Jogos de Verão, Berlim recebeu os Jogos de Inverno, assim a construção, decoração da cidade, renovação das praças esportivas e das áreas de lazer ocorreram em ritmo acelerado, sem nenhuma preocupação.

“Proclamo a abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim”

No dia 1º agosto as Olimpíadas de 1936 começaram. A Cerimônia de Abertura teve a presença de 10 mil espectadores, segundo noticiou a Folha da Manhã, em 2 de agosto do mesmo ano. Um dos destaques foi o pronunciamento do presidente-chanceler Adolf Hitler que abria os festivos. Enquanto ele falava os alemães escutavam em silêncio absoluto.

“Proclamo a abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim, celebrando a XI Olimpíada da era moderna”, encerrou Hitler. O discurso causou comoção da torcida presente. A Folha da Manhã descreveu que durante a Abertura, as delegações desfilaram com seus pavilhões e os apresentavam ao presidente alemão, que cumprimentava todos.

O encerramento dos Jogos foi no dia 16 do mesmo mês.

Seis seleções apresentaram o handebol para o mundo

No dia 6 de agosto o handebol começou a ser disputado nos Jogos, era a sua estreia e sua apresentação, com seis seleções masculinas, buscando as medalhas. Das equipes, Estados Unidos era a única não-européia.

As seleções foram divididas em dois grupos. Na Chave A estavam Alemanha, Hungria e Estados Unidos. No Grupo B se encontravam Áustria, Suíça e Romênia. As partidas eram disputadas em campo de futebol e cada equipe continha 11 jogadores dentro das quatro linhas e seus reservas.

Os confrontos preliminares aconteceram nos dias 6, 7 e 8 de agosto. Na quinta-feira, dia 6, houve duas partidas. Pela chave A se enfrentaram Alemanha e Hungria. Os donos da casa não foram nada educados e meteram nos adversários uma senhora goleada, de 22 a 0. Pelo Grupo B, Áustria e Romênia disputaram. Assim como os alemães, os austríacos deram um chocolate nos romenos ao vencerem, por 18 a 3.

Na sexta-feira, 7, Hungria e Estados Unidos fizeram um jogo com poucos gols, com vitória dos húngaros, por 7 a 2. para os húngaros. Suíça e Romênia também tiveram um duelo de placar magrinho, com vitória dos suíços, por 8 a 6.

No sábado, dia 8, a Alemanha enfrentou os Estados Unidos, saindo mais uma vez com a vitória, placar de 29 a 1.A Áustria goleou a Suíça, por 14 a 3.

Os atletas tiveram no domingo, 9, um dia inteiro para descansarem, já que a partir de segunda-feira, 10, os jogos seriam da fase final.

Na segunda, houve o embate entre Romênia e Estados Unidos, que disputavam a quinta colocação. Os romenos tinham mais experiência no esporte e isso ficou claro com o final do jogo e a vitória dos europeus, por 10 a 3.

Nos jogos finais, os dois melhores de cada grupo fizeram partidas de todos contra todos. A Alemanha enfrentou a Hungria e mais uma vez saiu vitoriosa e de goleada, placar de 19 a 6. Áustria e Suíça jogaram e os austríacos levaram a melhor, por 11 a 6.

A terça-feira, 11, foi o dia que os jogadores tiveram para descansar repor as energias. A grande final estava próxima e aquele era o momento em que todos os cuidados deveriam ser tomados, afinal ninguém gostaria de ficar fora do jogo mais importante.

Na quarta-feira, dia 12, Áustria encarou a Hungria e venceu por 11 a 7. Já a Alemanha enfrentou a Suíça e mais uma vez venceu, por 16 a 6. Assim foram definidos que Áustria e Alemanha jogariam pelo ouro e Hungria e Suíça jogariam pelo bronze.

Mais um dia de folga para os atletas… A ansiedade tomou conta das seleções finalistas, mas sem tirar o foco dos jogadores. Esses quatro elencos estavam cada vez mais próximos de escrever o final da história do começo do handebol olímpico.

Na sexta-feira, 14 de agosto, Suíça e Hungria entraram primeiro em campo. No duelo pelo bronze os suecos levaram a melhor, placar de 10 a 5. Mais tarde, Alemanha e Áustria fizeram o embate pelo ouro. O jogo assistido por 100 mil pessoas foi retrancado, de muita defesa
e de poucos ataques bem concluídos. Sem aquela chuva de gols que os alemães estavam acostumados a fazer. Os austríacos entraram com vontade em quadra e não deram vida fácil para os donos da casa. Mesmo assim a seleção da Alemanha saiu vitoriosa com o placar de 10 a 6.

Invicta, a Alemanha conquistou o ouro da primeira vez do handebol nas Olimpíadas. A Áustria ficou a prata e a Suíça com o bronze. Todas as partidas aconteceram no Olympiastadion.

Olympiastadion

O Olympiastadion, de Berlim, foi projetado pelo arquiteto Werner March, construído entre 1934 a 1936 especialmente para receber as Olimpíadas. Recebeu as mais importantes competições, como o futebol, o rugby e o handebol. Até hoje é um dos estádios mais importantes da Alemanha.

A tecnologia estava presente nos Jogos

A tecnologia estava presente nos Jogos de Berlim, a imprensa do mundo inteiro estava presente, o meio mais popular era o jornal impresso, mas o rádio também estava lá. A estimativa da época era que as competições olímpicas foram cobertas por 300 emissoras radiofônicas, de 41 países. Nesse período o radialismo brasileiro ainda engatinhava.

A ideia de levar a tela de cinema para a casa das pessoas era muito antiga, mas a tecnologia do final do século XIX não era suficiente. Porém em 1923, o russo que morava nos Estados Unidos, Vladimir Zworykin, criou o tubo iconoscópio, base do aparelho de TV. Cinco anos depois, Ernt F.W Alexanderson, que trabalhava na GE, realizou a primeira transmissão de televisão. Na época, o aparelho lembrava mais um rádio com imagens embaçadas.

Em 1930 a TV melhorou em qualidade técnica e física, mas ainda era muito caro ter uma, sendo que as transmissões só eram possíveis em 22 salas públicas espalhadas pela Alemanha.

Mas o quê os Jogos tem haver com isso?

As Olimpíadas Berlim 1936 foi o primeiro evento esportivo a ser transmitidos pela televisão, entre as competições estavam os jogos do handebol. Naquela época, algumas famílias já possuíam um aparelho de TV, contudo, como o valor era muito alto, e boa parte da população não tinha condições para ter uma, o governo alemão instalou 28 salas de transmissão em toda a cidade-sede.

Os Jogos de Berlim foi coberto pela imprensa de todo o planeta, transmitido pelo rádio e pela TV. Ainda estima-se que três milhões de pessoas assistiram aos confrontos olímpicos, nos ginásios, estádios e demais locais de desportos. Até aquela época, nunca havia acontecido uma transmissão tão grande das Olimpíadas da Era Moderna.

Apresentadas as duplas que concorrem para serem mascotes das Olimpíadas Tóquio 2020

Das três duplas, uma será a mascote Tokyo 2020/ Imagem: divulgação

Foram apresentadas nesta quinta-feira, 7 de dezembro, as três duplas de personagens que concorrem para serem mascotes das Olimpíadas e Paraolimpíadas Tóquio 2020 (JAP). A votação para a escolha da dupla que será a marca dos Jogos será realizada de 11 deste mês até 22 de fevereiro de 2018, sendo que participarão todas as escolas primárias do Japão, além das escolas do país-sede que ficam no experior. Estima-se que 6,5 milhões de alunos participem da votação.

A dupla de mascotes que receber o maior número de votos será conhecida pelo grande público no dia 28 de fevereiro. Após, os nomes dos dois personagens serão escolhidos pelo Painel de Seleção de Mascotes. Os personagens serão oficialmente apresentados entre julho e agosto de 2018.

A divulgação dos mascotes e da forma que serão escolhidos foi realizada em evento do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio juntamente com Painel de Seleção de Mascote.

Ryohei Miyata, presidente do Painel de Seleção de Mascote de Tokyo 2020, relatou:

“Estou realmente entusiasmado por nos aproximarmos do desvelamento de nossas mascotes oficiais. Nós decidimos incentivar as crianças a participar dos preparativos para os Jogos de Tóquio 2020, fazendo com que eles selecionem as mascotes, pois nossos filhos representam um futuro que Tokyo 2020 quer encarcerar através dos Jogos. Esperamos que muitas escolas e aulas aproveitem esta oportunidade para ajudar a moldar os Jogos.”

Miyata explicou que as mascotes são elementos populares da cultura japonesa moderna, desta forma Tóquio 2020 quer criar mascotes que incorporem a visão da marca Tokyo 2020, cujo lema é “inovação e harmonia”. A união equilibrada entre o novo de Tóquio e a cultura milenar do Japão.

Concurso foi realizado para a criação das mascotes

As três duplas de mascotes foram selecionadas após o encerramento do concurso publico para a criação das mascotes. Cerca de 2.042 personagens participaram da seleção do Painel de Seleção de Mascote de Tokyo 2020.

Pela terceira vez Paris e Los Angeles sediarão os Jogos Olímpicos

Eric Garcetti, prefeito de LA, Thomas Bach, presidente do COI, e Anne Hidalgo, prefeita de Paris/ Foto: Twitter COI

Está decidido quais são as duas cidades que receberão os Jogos Olímpicos de Verão, após Tóquio 2020. Paris receberá a edição de 2024 e Los Angeles em 2028. As cidades já receberam edições do evento esportivo, no qual que uma delas foi no começo do século passado.

A decisão foi divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta segunda-feira, 31 de julho. Foram semanas de discussões entre os representantes das duas cidades e do COI. A opção por essa formação veio também em virtude de não haver outras candidatas a sediar os Jogos. Antes Roma, Hamburgo, Budapeste e Boston haviam se candidatado, mas desistiram em virtude dos altos custos para sediar a competição multiesportiva.

Conforme foi divulgado no Washington Post, os organizadores de Los Angeles 2028 preveem que o custo das Olimpíadas será de US$ 5,3 bilhões, metade do que a Rio 2016.

O COI também vai isentar Los Angeles de pagar cerca de US$ 50 milhões (R$ 155,7) em taxas e custos de organização. Além do mais, vai adiantar a cidade californiana o valor de US$ 180 milhões (R$ 560, 8 milhões), durante os próximos cinco anos, para começar a preparação olímpica.

Paris – Duas Olimpíadas 1900 e 1924

Paris voltará a receber as Olimpíadas 100 anos depois da última que sediou, em 1924. Aliás, a segunda, já que a primeira vez que foi sede dos Jogos foi no começo do século passado, em 1900.

Paris 1900 foi bem diferentes dos Jogos atuais. Por questões políticas, as Olimpíadas foram incorporadas a Exposição Universal de Paris e durou cinco meses, de 14 de maio a 28 de outubro. O calendário muito longo, entre outros problemas, fizeram que as Olimpíadas fossem um fracasso.

A competição teve 20 modalidades, disputadas por 97 atletas, do qual pela primeira vez as mulheres puderam competir, elas eram cerca de 22.

Já a segunda edição de Paris, em 1924, foi bem melhor organizada e foi um sucesso. Diferente da primeira edição que recebeu, em 24, Paris preparou um complexo olímpico para receber as competições, cerca de 126 modalidades.

Os Jogos Olímpicos de Paris ocorreu de 4 de maio a 27 de julho, teve a participação de 2.956 atletas, entre eles 136 mulheres, que representavam 44 países, o maior número de participantes até então. Além disso, os Jogos contaram com a presença de 1000 jornalistas, no qual pela primeira vez as provas eram cobertas por transmissões de rádio. Vale de ressaltar que essa foi a última sob a presidência do Barão de Coubertin.

Los Angeles – Duas Olimpíadas 1932 e 1984

Em 2028, Los Angeles receberá pela terceira vez os Jogos Olímpicos. A primeira foi em 1932, sendo que essa edição foi extremamente importante para a organização do evento na atualidade.

Os Jogos de 32 aconteceram de 30 de julho a 14 de agosto. A organização conseguiu compactar as competições em duas semanas, bem menor que nas edições anteriores. Como deu muito certo, o programa foi repetido nas edições que sequenciaram. Também foi a primeira cidade a ter uma Vila Olímpica, similar as atuais.

Los Angeles recebeu naquela edição 1.332 atletas, sendo 126 mulheres, de 37 países, divididos em 16 esportes e suas modalidades.

Esses jogos também marcaram pela importância histórica, o mundo vivia um momento tenso, principalmente com a quebra da Bolsa de Valores de New York, que levou muitos estados americanos a falência.

Em 1984 a política também rondava os Jogos. Ainda com os reflexos da Guerra Fria, as Olimpíadas de Los Angeles sofreu boicote da União Soviética e dos blocos de aliados de socialistas. Mas nem mesmo a debandada impediu que a capital californiana fizesse bonito. Os Jogos daquele ano foram marcados pelos efeitos tecnológicos.

Nessa edição, em que o handebol já fazia parte do programa olímpico, cerca de 6.829 atletas estavam na disputa, sendo que 1.566 eram mulheres, em 23 esportes e suas modalidades. 140 países disputaram os ouros de 28 de julho a 12 de agosto.

COB lança música do #TimeBrasil

cob-musica-time-brasil O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) lançou a música oficial do Time Brasil. Como forma de engajar a torcida pelos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o COB lançou no domingo (3), a música do Time Brasil.

O clipe foi produzido em dezembro, no Rio de Janeiro, e reuniu atletas, a mascote Ginga e padrinhos e madrinhas cantores do Time Brasil*, como Ivete Sangalo, Toni Garrido, Preta Gil, Gaby Amarantos, Ana Carolina e Thiaguinho. Todos participaram de forma voluntária, sem pagamento de cachê.

A criação e produção da música, de autoria de Jair Oliveira e Simoninha, bem como a gravação e edição do clipe, também foram feitas sem custos para o COB, através de parcerias com a Som Livre e a TV Globo.

COB lança música do #TimeBrasil

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COB reuniu atletas e cantores para gravar o clipe do #TimeBrasil. Foto: Divulgação COB

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) lançou a música oficial do Time Brasil. Como forma de engajar a torcida pelos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o COB lançou no domingo (3), a música do Time Brasil.

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Handbeach busca espaço nos Jogos Olímpicos

O confronto de exibição acontece no próximo mês. Foto: Divulgação/CBHb

O confronto de exibição acontece no próximo mês. Foto: Divulgação/IHF

A primeira etapa de incluir o Handebol de Praia ou Handbeach no programa Olímpico foi feita. A partir da edição de 2018 dos Jogos Olímpicos da Juventude, que será realizada em Buenos Aires a modalidade fará parte do programa oficial, o próximo passo para é a inclusão nos Jogos Olímpicos de Verão, a Federação Internacional de Handebol (IHF) em conjunto com o Comitê Olímpico Internacional.

O Canton of Vaud e a cidade de Lausanne será palco de um jogo de exibição de handebol de areia no dia 16 de julho, nas margens do lago Leman em Lausanne. O objetivo final da IHF é tornar o esporte oficial nos Jogos Olímpicos em 2024.

Duas equipes na categoria masculina e duas na feminina, composta pelos melhores atletas de handbeach do mundo, no momento, irão jogar para apresentar a disciplina do esporte para o comitê olímpico e para os membros da organização Olímpica Internacional. As partidas de demonstração serão disputados na presença do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, bem como vários representantes das federações desportivas internacionais e dos comitês olímpicos em todo o mundo.

O evento começará às 18:00 e os dois jogos demonstrarão a rápida evolução da modalidade que não para de crescer pelo mundo. O evento será realizado no centro Plateau De Education Physique bem ao lado do estádio Pierre de Coubertin Stadium.

A entrada da modalidade como esporte olímpico é esperada nos jogos de 2024. Foto: Divulgação/IHF

A entrada da modalidade como esporte olímpico é esperada nos jogos de 2024. Foto: Divulgação/IHF

COI criou plano de ação para apoiar os organizadores dos Jogos Rio 2016

A falta de apoio popular também é uma das preocupações de Bach/ Foto: ©IOC -  Mine Kasapoglu

A falta de apoio popular também é uma das preocupações de Bach/ Foto: ©IOC – Mine Kasapoglu

Preocupados com os atrasos nas obras referentes as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou hoje, 10 de abril, um plano de ação para apoiar os organizadores dos Jogos Rio 2016. Tanto que se criará um comitê envolvendo integrantes do COI, do governo brasileiro e de parceiros no projeto. Esse grupo vai ser o responsável por todo o evento.

Além do comitê de projeto, aumentará as visitas ao Rio de Janeiro por parte da administração e de conselheiros do COI. O diretor executivo do órgão, Gilbert Felli, virá ao Brasil frequentemente e foi nomeado para avaliar o andamento dos serviços. Ainda será contratado um administrador de projetos para acompanhar diariamente as obras no Rio, e por fim, três grupos de trabalho serão formados para estudar cada um dos aspectos do evento.

“Há um forte compromisso de ambos os lados para fazer os Jogos no Rio um sucesso”, explicou o presidente do COI, Thomas Bach, referindo-se ao Movimento Olímpico e os seus homólogos no Brasil. “As medidas aprovadas hoje têm por objetivo apoiar os organizadores locais, colocando à sua disposição a experiência de organizadores anteriores dos Jogos Olímpicos. Unindo essas experiências todos podem trabalhar juntos e em cooperação perfeita. Estamos liderando pelo exemplo, como facilitadores e parceiros”, salientou.

Tais medidas vieram após algumas federações internacionais questionarem o COI em relação aos atrasos e cobrarem uma alternativa para a realização dos Jogos, caso o Rio de Janeiro não consiga terminar tudo até a data prevista. O presidente descartou um plano B. Bach falou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, sabia do projeto e aceitou a ajuda, e ainda enfatizou que essa não é a hora de apontar os culpados pelos atrasos. “O que posso dizer categoricamente é que nós faremos o possível para que esses Jogos sejam um sucesso”, afirmou.

A falta de apoio popular preocupa Bach

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Bach disse que está preocupado com a falta de apoio popular ao evento esportivo, que seguem os protestos contra a Copa do Mundo. Segundo o presidente, será criado um grupo de trabalho que buscará o engajamento da população, esse grupo será gerenciado de perto do Felli. “Temos uma boa mensagem ao povo do Rio, pois vamos deixar um grande legado para a cidade. Será um pouco como Barcelona. Haverá um Rio antes e depois dos Jogos, com melhor infraestrutura para os moradores, para os turistas, geramos empregos e até moradia”, concluiu.

As obras em atraso

Não são poucas as obras que estão em atraso. Entre os apontados pelo COI estão: o Parque Olímpico de Deodoro, o Parque Olímpico da Barra, o Campo de Golfe de Marapendi, o estádio do Engenhão, a despoluição Baía de Guanabara e o Estádio de Remo.

Acompanhe tudo o que já falamos sobre o #Rio2016 e fique sabendo mais sobre os Jogos.

Brasileiras creem que subirão no pódio nas Olimpíadas de 2016

A pivô Dara confia no título em 2016./ Foto: CBhb

A pivô Dara confia no título em 2016./ Foto: CBhb

Depois de vencerem de forma invicta o Mundial de Handebol 2013, na Sérvia, as atletas da Seleção Brasileira se dizem confiantes e creem que podem subir no pódio nas Olimpíadas de 2016. O otimismo é destacado pela capitã Dara. “É muito mais difícil chegar a um pódio no Mundial do que em uma olimpíada. Nas Olimpíadas, são duas equipes e dois grupos. No Mundial foram 24 equipes e quatro grupos. A dificuldade é bem maior, os cruzamentos bem mais difíceis, e conseguimos”, explicou.

Para Dara o fato dos jogos serem no País aumenta as chances de brigar pelo título e pela medalha de ouro. “A responsabilidade é muito grande. E a chance de conseguir é muito grande também”, concluiu a jogadora.

A tendência é que este grupo seja a base para o time que irá competir nos próximos Jogos Olímpicos. De acordo com Duda Amorim a renovação da seleção feminina acontecerá apenas para 2020. “A gente vai ter que ter uma renovação depois dos Jogos. Eu, particularmente, não sei, vou estar com 30 anos, talvez eu consiga mais uma Olimpíada”, enfatizou a armadora.

Os custos com a preparação para a #Rio2016 é alta. Segundo informações do Governo Federal, as seleções adultas de handebol terão o custeio de R$ 9,4 milhões (R$ 3 milhões do Ministério do Esporte, R$ 4,4 milhões do Banco do Brasil e R$ 2 milhões dos Correios). O valor bem mais alto do que foi investido na seleção feminina para as Olimpíadas de Londres, que girou entorno de R$ 5,4 milhões.

*Com base em textos da EBC.