Apresentadas as duplas que concorrem para serem mascotes das Olimpíadas Tóquio 2020

Das três duplas, uma será a mascote Tokyo 2020/ Imagem: divulgação

Foram apresentadas nesta quinta-feira, 7 de dezembro, as três duplas de personagens que concorrem para serem mascotes das Olimpíadas e Paraolimpíadas Tóquio 2020 (JAP). A votação para a escolha da dupla que será a marca dos Jogos será realizada de 11 deste mês até 22 de fevereiro de 2018, sendo que participarão todas as escolas primárias do Japão, além das escolas do país-sede que ficam no experior. Estima-se que 6,5 milhões de alunos participem da votação.

A dupla de mascotes que receber o maior número de votos será conhecida pelo grande público no dia 28 de fevereiro. Após, os nomes dos dois personagens serão escolhidos pelo Painel de Seleção de Mascotes. Os personagens serão oficialmente apresentados entre julho e agosto de 2018.

A divulgação dos mascotes e da forma que serão escolhidos foi realizada em evento do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio juntamente com Painel de Seleção de Mascote.

Ryohei Miyata, presidente do Painel de Seleção de Mascote de Tokyo 2020, relatou:

“Estou realmente entusiasmado por nos aproximarmos do desvelamento de nossas mascotes oficiais. Nós decidimos incentivar as crianças a participar dos preparativos para os Jogos de Tóquio 2020, fazendo com que eles selecionem as mascotes, pois nossos filhos representam um futuro que Tokyo 2020 quer encarcerar através dos Jogos. Esperamos que muitas escolas e aulas aproveitem esta oportunidade para ajudar a moldar os Jogos.”

Miyata explicou que as mascotes são elementos populares da cultura japonesa moderna, desta forma Tóquio 2020 quer criar mascotes que incorporem a visão da marca Tokyo 2020, cujo lema é “inovação e harmonia”. A união equilibrada entre o novo de Tóquio e a cultura milenar do Japão.

Concurso foi realizado para a criação das mascotes

As três duplas de mascotes foram selecionadas após o encerramento do concurso publico para a criação das mascotes. Cerca de 2.042 personagens participaram da seleção do Painel de Seleção de Mascote de Tokyo 2020.

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Pela terceira vez Paris e Los Angeles sediarão os Jogos Olímpicos

Eric Garcetti, prefeito de LA, Thomas Bach, presidente do COI, e Anne Hidalgo, prefeita de Paris/ Foto: Twitter COI

Está decidido quais são as duas cidades que receberão os Jogos Olímpicos de Verão, após Tóquio 2020. Paris receberá a edição de 2024 e Los Angeles em 2028. As cidades já receberam edições do evento esportivo, no qual que uma delas foi no começo do século passado.

A decisão foi divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta segunda-feira, 31 de julho. Foram semanas de discussões entre os representantes das duas cidades e do COI. A opção por essa formação veio também em virtude de não haver outras candidatas a sediar os Jogos. Antes Roma, Hamburgo, Budapeste e Boston haviam se candidatado, mas desistiram em virtude dos altos custos para sediar a competição multiesportiva.

Conforme foi divulgado no Washington Post, os organizadores de Los Angeles 2028 preveem que o custo das Olimpíadas será de US$ 5,3 bilhões, metade do que a Rio 2016.

O COI também vai isentar Los Angeles de pagar cerca de US$ 50 milhões (R$ 155,7) em taxas e custos de organização. Além do mais, vai adiantar a cidade californiana o valor de US$ 180 milhões (R$ 560, 8 milhões), durante os próximos cinco anos, para começar a preparação olímpica.

Paris – Duas Olimpíadas 1900 e 1924

Paris voltará a receber as Olimpíadas 100 anos depois da última que sediou, em 1924. Aliás, a segunda, já que a primeira vez que foi sede dos Jogos foi no começo do século passado, em 1900.

Paris 1900 foi bem diferentes dos Jogos atuais. Por questões políticas, as Olimpíadas foram incorporadas a Exposição Universal de Paris e durou cinco meses, de 14 de maio a 28 de outubro. O calendário muito longo, entre outros problemas, fizeram que as Olimpíadas fossem um fracasso.

A competição teve 20 modalidades, disputadas por 97 atletas, do qual pela primeira vez as mulheres puderam competir, elas eram cerca de 22.

Já a segunda edição de Paris, em 1924, foi bem melhor organizada e foi um sucesso. Diferente da primeira edição que recebeu, em 24, Paris preparou um complexo olímpico para receber as competições, cerca de 126 modalidades.

Os Jogos Olímpicos de Paris ocorreu de 4 de maio a 27 de julho, teve a participação de 2.956 atletas, entre eles 136 mulheres, que representavam 44 países, o maior número de participantes até então. Além disso, os Jogos contaram com a presença de 1000 jornalistas, no qual pela primeira vez as provas eram cobertas por transmissões de rádio. Vale de ressaltar que essa foi a última sob a presidência do Barão de Coubertin.

Los Angeles – Duas Olimpíadas 1932 e 1984

Em 2028, Los Angeles receberá pela terceira vez os Jogos Olímpicos. A primeira foi em 1932, sendo que essa edição foi extremamente importante para a organização do evento na atualidade.

Os Jogos de 32 aconteceram de 30 de julho a 14 de agosto. A organização conseguiu compactar as competições em duas semanas, bem menor que nas edições anteriores. Como deu muito certo, o programa foi repetido nas edições que sequenciaram. Também foi a primeira cidade a ter uma Vila Olímpica, similar as atuais.

Los Angeles recebeu naquela edição 1.332 atletas, sendo 126 mulheres, de 37 países, divididos em 16 esportes e suas modalidades.

Esses jogos também marcaram pela importância histórica, o mundo vivia um momento tenso, principalmente com a quebra da Bolsa de Valores de New York, que levou muitos estados americanos a falência.

Em 1984 a política também rondava os Jogos. Ainda com os reflexos da Guerra Fria, as Olimpíadas de Los Angeles sofreu boicote da União Soviética e dos blocos de aliados de socialistas. Mas nem mesmo a debandada impediu que a capital californiana fizesse bonito. Os Jogos daquele ano foram marcados pelos efeitos tecnológicos.

Nessa edição, em que o handebol já fazia parte do programa olímpico, cerca de 6.829 atletas estavam na disputa, sendo que 1.566 eram mulheres, em 23 esportes e suas modalidades. 140 países disputaram os ouros de 28 de julho a 12 de agosto.

COB lança música do #TimeBrasil

cob-musica-time-brasil O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) lançou a música oficial do Time Brasil. Como forma de engajar a torcida pelos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o COB lançou no domingo (3), a música do Time Brasil.

O clipe foi produzido em dezembro, no Rio de Janeiro, e reuniu atletas, a mascote Ginga e padrinhos e madrinhas cantores do Time Brasil*, como Ivete Sangalo, Toni Garrido, Preta Gil, Gaby Amarantos, Ana Carolina e Thiaguinho. Todos participaram de forma voluntária, sem pagamento de cachê.

A criação e produção da música, de autoria de Jair Oliveira e Simoninha, bem como a gravação e edição do clipe, também foram feitas sem custos para o COB, através de parcerias com a Som Livre e a TV Globo.

COB lança música do #TimeBrasil

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COB reuniu atletas e cantores para gravar o clipe do #TimeBrasil. Foto: Divulgação COB

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) lançou a música oficial do Time Brasil. Como forma de engajar a torcida pelos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o COB lançou no domingo (3), a música do Time Brasil.

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Handbeach busca espaço nos Jogos Olímpicos

O confronto de exibição acontece no próximo mês. Foto: Divulgação/CBHb

O confronto de exibição acontece no próximo mês. Foto: Divulgação/IHF

A primeira etapa de incluir o Handebol de Praia ou Handbeach no programa Olímpico foi feita. A partir da edição de 2018 dos Jogos Olímpicos da Juventude, que será realizada em Buenos Aires a modalidade fará parte do programa oficial, o próximo passo para é a inclusão nos Jogos Olímpicos de Verão, a Federação Internacional de Handebol (IHF) em conjunto com o Comitê Olímpico Internacional.

O Canton of Vaud e a cidade de Lausanne será palco de um jogo de exibição de handebol de areia no dia 16 de julho, nas margens do lago Leman em Lausanne. O objetivo final da IHF é tornar o esporte oficial nos Jogos Olímpicos em 2024.

Duas equipes na categoria masculina e duas na feminina, composta pelos melhores atletas de handbeach do mundo, no momento, irão jogar para apresentar a disciplina do esporte para o comitê olímpico e para os membros da organização Olímpica Internacional. As partidas de demonstração serão disputados na presença do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, bem como vários representantes das federações desportivas internacionais e dos comitês olímpicos em todo o mundo.

O evento começará às 18:00 e os dois jogos demonstrarão a rápida evolução da modalidade que não para de crescer pelo mundo. O evento será realizado no centro Plateau De Education Physique bem ao lado do estádio Pierre de Coubertin Stadium.

A entrada da modalidade como esporte olímpico é esperada nos jogos de 2024. Foto: Divulgação/IHF

A entrada da modalidade como esporte olímpico é esperada nos jogos de 2024. Foto: Divulgação/IHF

COI criou plano de ação para apoiar os organizadores dos Jogos Rio 2016

A falta de apoio popular também é uma das preocupações de Bach/ Foto: ©IOC -  Mine Kasapoglu

A falta de apoio popular também é uma das preocupações de Bach/ Foto: ©IOC – Mine Kasapoglu

Preocupados com os atrasos nas obras referentes as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou hoje, 10 de abril, um plano de ação para apoiar os organizadores dos Jogos Rio 2016. Tanto que se criará um comitê envolvendo integrantes do COI, do governo brasileiro e de parceiros no projeto. Esse grupo vai ser o responsável por todo o evento.

Além do comitê de projeto, aumentará as visitas ao Rio de Janeiro por parte da administração e de conselheiros do COI. O diretor executivo do órgão, Gilbert Felli, virá ao Brasil frequentemente e foi nomeado para avaliar o andamento dos serviços. Ainda será contratado um administrador de projetos para acompanhar diariamente as obras no Rio, e por fim, três grupos de trabalho serão formados para estudar cada um dos aspectos do evento.

“Há um forte compromisso de ambos os lados para fazer os Jogos no Rio um sucesso”, explicou o presidente do COI, Thomas Bach, referindo-se ao Movimento Olímpico e os seus homólogos no Brasil. “As medidas aprovadas hoje têm por objetivo apoiar os organizadores locais, colocando à sua disposição a experiência de organizadores anteriores dos Jogos Olímpicos. Unindo essas experiências todos podem trabalhar juntos e em cooperação perfeita. Estamos liderando pelo exemplo, como facilitadores e parceiros”, salientou.

Tais medidas vieram após algumas federações internacionais questionarem o COI em relação aos atrasos e cobrarem uma alternativa para a realização dos Jogos, caso o Rio de Janeiro não consiga terminar tudo até a data prevista. O presidente descartou um plano B. Bach falou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, sabia do projeto e aceitou a ajuda, e ainda enfatizou que essa não é a hora de apontar os culpados pelos atrasos. “O que posso dizer categoricamente é que nós faremos o possível para que esses Jogos sejam um sucesso”, afirmou.

A falta de apoio popular preocupa Bach

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Bach disse que está preocupado com a falta de apoio popular ao evento esportivo, que seguem os protestos contra a Copa do Mundo. Segundo o presidente, será criado um grupo de trabalho que buscará o engajamento da população, esse grupo será gerenciado de perto do Felli. “Temos uma boa mensagem ao povo do Rio, pois vamos deixar um grande legado para a cidade. Será um pouco como Barcelona. Haverá um Rio antes e depois dos Jogos, com melhor infraestrutura para os moradores, para os turistas, geramos empregos e até moradia”, concluiu.

As obras em atraso

Não são poucas as obras que estão em atraso. Entre os apontados pelo COI estão: o Parque Olímpico de Deodoro, o Parque Olímpico da Barra, o Campo de Golfe de Marapendi, o estádio do Engenhão, a despoluição Baía de Guanabara e o Estádio de Remo.

Acompanhe tudo o que já falamos sobre o #Rio2016 e fique sabendo mais sobre os Jogos.

Brasileiras creem que subirão no pódio nas Olimpíadas de 2016

A pivô Dara confia no título em 2016./ Foto: CBhb

A pivô Dara confia no título em 2016./ Foto: CBhb

Depois de vencerem de forma invicta o Mundial de Handebol 2013, na Sérvia, as atletas da Seleção Brasileira se dizem confiantes e creem que podem subir no pódio nas Olimpíadas de 2016. O otimismo é destacado pela capitã Dara. “É muito mais difícil chegar a um pódio no Mundial do que em uma olimpíada. Nas Olimpíadas, são duas equipes e dois grupos. No Mundial foram 24 equipes e quatro grupos. A dificuldade é bem maior, os cruzamentos bem mais difíceis, e conseguimos”, explicou.

Para Dara o fato dos jogos serem no País aumenta as chances de brigar pelo título e pela medalha de ouro. “A responsabilidade é muito grande. E a chance de conseguir é muito grande também”, concluiu a jogadora.

A tendência é que este grupo seja a base para o time que irá competir nos próximos Jogos Olímpicos. De acordo com Duda Amorim a renovação da seleção feminina acontecerá apenas para 2020. “A gente vai ter que ter uma renovação depois dos Jogos. Eu, particularmente, não sei, vou estar com 30 anos, talvez eu consiga mais uma Olimpíada”, enfatizou a armadora.

Os custos com a preparação para a #Rio2016 é alta. Segundo informações do Governo Federal, as seleções adultas de handebol terão o custeio de R$ 9,4 milhões (R$ 3 milhões do Ministério do Esporte, R$ 4,4 milhões do Banco do Brasil e R$ 2 milhões dos Correios). O valor bem mais alto do que foi investido na seleção feminina para as Olimpíadas de Londres, que girou entorno de R$ 5,4 milhões.

*Com base em textos da EBC.

Arquitetura nômade vai ser o diferencial nas Olimpíadas #Rio2016

Imagem externa da futura Arena Handebol./Foto: divulgação

Imagem externa da futura Arena Handebol./Foto: divulgação

Ainda em clima de Olimpíadas, no domingo escrevi na reportagem sobre os preparativos do Rio de janeiro e disse que iria publicar a entrevista que realizei com a organização dos jogos aqui no Brasil. Quem me respondeu as perguntas foi a assessora de mídias da Empresa Olímpica Municipal, Elisa Lópes. Entre os projetos para a #Rio2016 estão mudanças no transporte público, com a implementação dos BRTs, as mudanças do sambódromo, que já está concluída, e também sobre outras obras que a capital dos cariocas está passando. Confira a entrevista:

Bruna Souza – Como o Rio de Janeiro está se preparando para as Olimpíadas de 2016?
Empresa Olímpica Municipal – As obras de responsabilidade da Prefeitura do Rio para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 estão seguindo o cronograma e algumas foram até antecipadas em relação ao que estava previsto no Dossiê da candidatura olímpica.
No Sambódromo (local da partida e da chegada da maratona, e da competição de tiro com arco) a reformulação prevista para 2015 foi entregue em fevereiro de 2012.
Outro importante projeto em andamento é o do Parque Olímpico, que será o coração dos Jogos Rio 2016. As obras começaram em julho de 2012, com a remoção dos elementos que compunham o antigo Autódromo de Jacarepaguá, como arquibancadas, pavimento de asfalto e estruturas auxiliares (grades de proteção, pneus, muros internos de concreto e cercas). As obras de infraestrutura, que incluem redes de drenagem, água, esgoto, incêndio e elétrica, estão dentro do cronograma, e a terraplanagem encontra-se em fase final. Em julho de 2013 começaram as construções dos três pavilhões esportivos. Em outubro, começaram as obras do Centro Internacional de Transmissão (IBC) e do Centro Principal de Mídia (MPC).
Iniciada em janeiro de 2012, a revitalização do entorno imediato do Maracanã ficou pronta para a Copa das Confederações. Foram investidos 109,5 milhões. O projeto incluiu cerca de 50 mil metros quadrados de urbanização, com novo paisagismo e nova iluminação pública em LED. Todo o entorno foi adaptado a pessoas com necessidades especiais, com a construção de 13 rampas de acesso e travessias rebaixadas, além da implantação de piso de alerta. A Prefeitura já iniciou a construção da passarela sobre o Rio Joana, que ligará o estádio à Quinta da Boa Vista. As obras estão previstas para terminar no primeiro semestre de 2014. A estrutura terá 530 metros e largura de 5 metros no vão livre e de 9 metros nas rampas facilitando a saída das pessoas do estádio.
No Engenho de Dentro, o entorno do Engenhão está passando pelo mesmo processo de revitalização. O projeto incluiu a implantação, já finalizada, de 3,7 quilômetros de novas galerias em ruas fundamentais de acesso ao estádio, a fim de eliminar pontos críticos de alagamento.
O Projeto Porto Maravilha vai recuperar uma área de 5 milhões de metros quadrados. As primeiras intervenções recuperaram tesouros arqueológicos, como o Cais e os Jardins Suspensos do Valongo. O projeto também previa novos equipamentos culturais, como o Museu de Arte do Rio, inaugurado em março de 2013. Dentro do Porto Maravilha haverá um espaço destinado especificamente aos Jogos de 2016: uma área de 145.500 metros quadrados reunirá Vila de Acomodações e instalações operacionais.
Na área de meio ambiente, a macrodrenagem da Bacia de Jacarepaguá vai garantir melhor escoamento dos rios e canais, evitando inundações em épocas de fortes chuvas. O projeto está associado ao programa de reflorestamento das encostas e faixas marginais, garantindo melhor qualidade das águas que chegam às lagoas. As ações serão complementadas com a implantação de Unidades de Tratamento na foz de rios. A primeira fase do programa começou em julho de 2011 e está prevista para terminar em dezembro de 2013. A Prefeitura realiza a primeira das três fases, que está 58% concluída.

Bruna Souza – Em janeiro replicamos no blog a informação de que a Arena de Handebol, local onde serão realizados as competições de handebol e de goaboll, será transformada em escolas municipais após as Olimpíadas. Em entrevista o arquiteto Gustavo Nascimento salientou que será usado o máximo possível de instalações temporárias. Que instalações serão essas e por qual motivo se opta por este tipo de construção?
EOM – A maximização do legado norteou a definição das instalações esportivas do Parque Olímpico, além da relação custo-benefício – ao longo da vida útil de um equipamento, a maior parte dos custos é relativa à sua manutenção e não à sua construção. A Prefeitura criou também o conceito inédito de arquitetura nômade, empregado pela primeira vez em Jogos Olímpicos. A Arena de Handebol será construída em uma área de cerca de 35 mil metros quadrados e terá capacidade para 12 mil espectadores. Após as competições, o equipamento será desmontado e transformado em quatro escolas municipais. A Prefeitura está definindo a localização das futuras escolas olímpicas.

O desenvolvimento do conceito de arquitetura nômade reforça o princípio adotado pela Prefeitura de que os Jogos Olímpicos devem servir à cidade, evitando a construção de instalações esportivas desnecessárias após os Jogos e potencializando o legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpícos para a cidade. Mais do que realizar obras e organizar o evento em si, o objetivo é tornar o Rio de Janeiro um lugar melhor para seus moradores e visitantes.

Para que a transformação de uma instalação olímpica em quatro novas escolas seja possível, a construção da arena de handebol está sendo totalmente planejada de acordo com a utilização após 2016. As especificações foram determinadas desde o processo de escolha da empresa responsável pelo desenvolvimento dos projetos, o Consórcio Rio Projetos 2016, composto por: Lopes Santos & Ferreira Gomes Arquitetos, MBM Serviços de Engenharia e DW Engenharia.

Na licitação para o estudo preliminar, projetos básico e executivo, encerrada no início deste ano, foi incluído um estudo conceitual de arquitetura nômade, elaborado pelo escritório de arquitetura inglês Aecom. O consórcio vencedor está desenvolvendo a Arena de Handebol e Golbol de acordo com esse estudo, e terá a responsabilidade de projetar o reaproveitamento da instalação e dar forma às novas escolas.

Bruna Souza – Uma das coisas que preocupam muitos é a questão da mobilidade urbana. Serão realizadas obras para evitar transtornos na cidade futuramente ou essas ações já estão sendo tomadas, visto que no ano que vem temos Copa do Mundo? Quais são essas ações?
EOM – No setor de transportes, o principal projeto é a implantação de um novo sistema de ônibus expressos e de alta capacidade (BRTs), que terá quatro vias, um total de 152km e, em 2016, beneficiará 2 milhões de pessoas por dia. Com a integração dos BRTs com trens, barcas e metrô, haverá um aumento do uso de transportes de alta capacidade de menos de 20% (dados de 2012) para mais de 60%.
As novas linhas de BRT estão mudando o conceito de mobilidade da cidade, aliando transporte de qualidade e preocupação ambiental. A Transoeste, inaugurada em junho de 2012, diminuiu em 50% o tempo do trajeto entre Santa Cruz e a Barra da Tijuca. Com a finalização da Transcarioca, em 2014, o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim terá uma opção de transporte rápido, em calha segregada, para seus passageiros. A Transolímpica reduzirá em 54% o tempo do percurso entre a Barra da Tijuca e Deodoro; enquanto a Transbrasil será um corredor expresso ao longo da Avenida Brasil. No total, mais de 1,6 milhão de pessoas por dia serão beneficiadas, número que supera o público atual total do metrô e dos trens urbanos. Além de melhorias na qualidade de vida da população, com a diminuição do tempo de deslocamento, as quatro linhas terão um importante papel na redução do impacto ambiental do transporte no Rio de Janeiro. Com veículos maiores, mais rápidos e confortáveis, diminuirá o número de carros particulares e ônibus tradicionais nas ruas.
Já o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) circulará no Centro e na Região Portuária, com seis linhas e 42 estações. Com 28km, o VLT estará conectado a estações de metrô, trens, barcas, BRT, ônibus convencionais e ao aeroporto. Essa integração também vai reduzir a circulação de ônibus, diminuindo o trânsito. As ruas da Região Portuária já começaram a ser preparadas para receber o novo transporte. A previsão é que a primeira etapa do VLT entre em operação no segundo semestre de 2015.
Os projetos de mobilidade, embora sejam fundamentais para os Jogos Olímpicos, levaram em conta, principalmente, as necessidades da cidade. A Transoeste, por exemplo, liga a Barra a Santa Cruz e Campo Grande, dois bairros que não receberão competições esportivas, mas que careciam de um transporte eficiente de alta capacidade.
Outra ação da Prefeitura para garantir maior mobilidade urbana é o aumento da rede de ciclovias de 300km (2012) para 450km (2016).

Bruna Souza – A Arena Handebol já está sendo construída? Se não, quando começa? Qual a previsão para o término das obras?
EOM – A licitação para escolha da empresa responsável pela construção da Arena de Handebol será realizada até o fim deste ano. A construção está prevista para começar no primeiro semestre de 2014. A instalação será entregue em 2015.